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terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Violentamente Pacífico

Desabafo lúcido e coerente de um morador do Bairro da Paz, em Salvador, sobre o que o filme Tropa de Elite 2 chama de “sistema”. Frases de efeito que deveriam fazer refletir todo cidadão brasileiro, seja ele da periferia ou não: “Nós já descobrimos qual é a causa do nosso problema, não os efeitos que vocês nos fazem combater como se fossem causas”.




Policia Rodoviária Federal: o descaso

Assista os videos resposta dos patrulheiros para a sociedade sobre o trânsito caótico e mortal das BRs. É muito esclarecedor e surpreendente, mesmo que o foco é a operação de carnaval, explica exatamente todos os períodos do ano em que aumenta o tráfego de veículos nas rodovias.





terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Quem entende o policial?


O policial deve entender que os indivíduos que praticam tráfico de drogas nas periferias geralmente foram vítimas de circunstâncias sociais excludentes, que certamente possuem déficit afetivo-familiar, e que instituições e valores que devem estar presentes na educação de qualquer jovem lhe faltaram;

O policial deve entender que seu serviço é de utilidade pública, e não pode ser interrompido, motivo pelo qual sempre que realiza greve a justiça decreta a ilegalidade do movimento, mesmo que a própria justiça, quando faz greve, não tenha seu movimento considerado ilegal;

O policial deve entender que o governo tem limitações orçamentárias, e que a Lei de Responsabilidade Fiscal deve ser cumprida, em detrimento da concessão de salários dignos com o risco que a profissão policial propicia, mesmo quando se sabe de casos escandalosos de desvio de dinheiro público, ou gastos injustificáveis, no mesmo governo;

O policial deve entender que a universidade ainda carrega traumas e estigmas dos tempos de exceção, e que até se aproveita deste receio para garantir certa liberalidade e desrespeito às leis em suas instalações e espaços;

O policial deve entender que num sistema capitalista os jornais precisam, de alguma forma, ganhar dinheiro, e que a audiência dos veículos de comunicação é diretamente proporcional aos casos de violência que exibe, às vezes incentivando a repressão policial arbitrária, às vezes criticando qualquer ação de uso da força da polícia;

O policial deve entender que o jovem branco e rico flagrado com droga é apenas um hedonista, curtindo a vida, enquanto o negro e pobre é um criminoso, traficante;

O policial deve entender que boa parte das organizações protetoras dos Direitos Humanos estão atentas aos abusos cometidos pela polícia, embora não tenham a mesma atenção quando se refere a assédios e violações dos direitos, também humanos, dos policiais;

O policial deve entender que mesmo um movimento social justo, legítimo e necessário deve ser interrompido se houver determinação do governo – aquele que lhe nega o devido reconhecimento profissional;

O policial deve entender que, para a sociedade em geral, parecer educado, culto, intelectual, erudito e polido não é parecer policial;

O policial deve entender a dor da mãe que toma conhecimento que seu filho foi preso;

O policial deve entender a dor da mãe que perde o filho em um assassinato;

O policial deve entender que deverá tirar a vida de outrem, caso uma terceira vida esteja em risco;

Enfim, para ser policial, é preciso que, pelo menos, se entenda todos os pontos anteriores – e admitir estar aberto para entender muitas outras coisas.


Via: abordagem policial

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Fotografia mais cara do mundo: 4,34 milhões

Definitivamente tem gente rasgando dinheiro, só pode! Na última semana um comprador anônimo pagou nada mais, nada menos que 4.338.500 dólares por uma fotografia intitulada "Rhine II" de Andreas Gursky, leiloada em 08 de novembro de 2011, pela famosa Christie  de Nova Iorque. A fotografia, em verdade, poderia ter sido feita por qualquer pessoa usando uma TekPix e é difícil acreditar que tenha alcançado tal valor.


Há pouco mais de cinco meses a própria Christie leiloou outra fotografia horrível por 3,89 milhões. Não há dúvida de que a fotografia já está cimentada como foram de arte e segundo os especialistas o preço de fotografias deve seguir elevando-se já que mais pessoas dispostas a investir grandes somas nas mesmas. Mas pagar estas somas por fotografias como esta mostrada neste artigo parece ter o mesmo significado que rasgar dinheiro.




Dizem que a escala, a atenção à cor e à forma que Andreas Gursky dispensa à sua fotografia pode ser lida como um desafio deliberado ao status da pintura, como uma forma superior de arte. Dez minutos olhando para esta foto e não vejo nada que justifique esta dinheirama toda.


via MDig

sábado, 19 de novembro de 2011

CURIOSIDADES DE UM PAÍS DE LOUCOS




ALGUMAS COMPARAÇÕES BÁSICAS……

Um motorista do Senado ganha mais para dirigir um automóvel do que um oficial da Marinha para pilotar uma fragata.

Um ascensorista da Câmara Federal ganha mais para servir os elevadores da casa do que um oficial da Força Aérea que pilota um Mirage.

Um diretor que é responsável pela garagem do Senado ganha mais que um oficial-general do Exército que comanda uma Região Militar ou uma grande fração do Exército.

Um diretor sem diretoria do Senado, cujo título é só para justificar o salário, ganha o dobro do que ganha um professor universitário federal concursado, com mestrado, doutorado e prestígio internacional.

Um assessor de 3º nível de um deputado, que também tem esse título para justificar seus ganhos, mas que não passa de um “aspone” ou um mero estafeta de correspondências, ganha mais que um cientista-pesquisador da Fundação Instituto Oswaldo Cruz, com muitos anos de formado, que dedica o seu tempo buscando curas e vacinas para salvar vidas.

Um representante da industria farmacêutica ganha mais pra “esfriar” medicos (lançar visita sem na verdade te la feito) do que um médico que ele visite, isso tudo com aval do supervisor, gerente distrital ou até gerente regional em algumas empresas.

O SUS paga a um médico, por uma cirurgia cardíaca com abertura de peito, a importância de R$ 70,00, equivalente ao que uma diarista cobra para fazer afaxina num apartamento de dois quartos.


PRECISAMOS URGENTEMENTE DE UM CHOQUE DE MORALIDADE NOS TRÊS PODERES DA UNIÃO, ESTADOS E MUNICÍPIOS, ACABANDO COM OS 
OPORTUNISMOS E CABIDES DE EMPREGO.

OS RESULTADOS NÃO JUSTIFICAM O ATUAL NÚMERO DE SENADORES, DEPUTADOS FEDERAIS, ESTADUAIS E VEREADORES.

TEMOS QUE DAR FIM A ESSES “CURRAIS” ELEITORAIS, QUE TRANSFORMARAM O BRASIL NUMA OLIGARQUIA SEM ESCRÚPULOS, ONDE OS NEGÓCIOS PÚBLICOS SÃO GERIDOS PELA “BRASILIENSE COSA NOSTRA”

O PAÍS DO FUTURO JAMAIS CHEGARÁ A ELE SEM QUE HAJA RESPONSABILIDADE SOCIAL E COM OS GASTOS PÚBLICOS. 

JÁ PERDEMOS A CAPACIDADE DE NOS INDIGNAR. 
PORÉM, O PIOR É ACEITARMOS ESSAS COISAS, COMO SE TIVESSE QUE SER ASSIM MESMO, OU QUE NADA TEM MAIS JEITO. 

VALE A PENA TENTAR. 
PARTICIPE DESTE ATO DE REPULSA.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Curta-metragem: Afeganistão sensível

Afghanistan – Touch down in é um lindo trabalho feito por Lukas e Salome Augustin. Mostra um retrato comovente do dia-a-dia do Afeganistão. O curta foi filmado nos arredores de Kabul e Mazar-e Sharif. Lukas viveu entre 2006 e 2008 na cidade de Kabul trabalhando em uma ONG. No mês de março teve a oportunidade de voltar com sua noiva para mostrar o lugar que ama e para gravar a beleza deste país com suas câmeras.

Afghanistan – touch down in flight from Augustin Pictures on Vimeo.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Campanhas publicitárias sobre trânsito que gostaríamos de ver

A educação no trânsito está no cerne da prevenção a acidentes, ou pelo menos deveria estar, uma vez que os governos dos municípios demonstram dar muito mais prioridade à arrecadação de multas com os radares eletrônicos, pouco investindo em campanhas educativas e preventivas.


Filme dos Carabineros do Chile. Não é propriamente uma campanha para a TV, mas sim a filmagem de uma campanha feita nas ruas, diretamente com os motoristas. A ideia é excelente e as imagens mostram a capacidade de sensibilizar os motoristas com uma atitude bem simples.




Nesse próximo vídeo, elaborado pela Castrol, ilustra de uma forma bem didática os perigos de se dirigir usando o telefone celular.


Na República Tcheca ninguém quer saber de filminhos bonitinhos e que passam belas mensagens não. As campanhas de trânsito lá pegam pesado e são feitas mesmo é para chocar o espectador. Sem frescura.

A seguir, uma série de 04 excelentes filmes publicitários tchecos, sendo o primeiro, o mais chocante, sobre a importância de se transportar crianças pequenas na respectiva cadeirinha. O segundo filme mostra as consequências de se dirigir de forma agressiva e sem atenção, enquanto o terceiro aborda o uso de drogas ao volante e o quarto alerta para a importância de não se fazerem ultrapassagens proibidas.



Que riscos você corre quando, ao dirigir, se distrai conversando com pessoas no banco de trás do carro? E quando fala ao celular? E quando recebe ou manda SMS pelo celular enquanto dirige? Good drivers just drive – “Bons motoristas apenas dirigem” é o lema desta simples, porém inteligente campanha inglesa.





sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Charles Bukowski: O Grande Velho Safado


Uma das vozes mais originais do século 20  da literatura americana, Charles Bukowski (1920-1994) viveu e escreveu na beira da sociedade. Com inabalável honestidade e linguagem forte, seus poemas e contos falam da vida nas ruas de Los Angeles entre as prostitutas, bêbados, jogadores, e proscritos lutando para sobreviver em um mundo implacável. Ao contar essas histórias, Bukowski escreveu sem artifícios, em linguagem simples e natural, repudiando as convenções formais da criação literária. Ele se esforçou para manter sua escrita "cru, fácil e simples", para compreender a "linha dura e limpa, que o diz."
  
Nascido em Andernach, na Alemanha, Bukowski emigrou com seus pais para os Estados Unidos quando criança, e a família se fixou em Los Angeles. Um forasteiro perpétuo da escola, ele escapou das dificuldades da vida com um pai abusivo e mãe passiva, abandonou sua casa na adolescência. Vagando de uma casa barata para outra, viveu entre aqueles à beira da sociedade, trabalhando em uma série de empregos braçais.


Sempre lutou para tornar-se um escritor, bebendo muito, quase morria de fome quando o dinheiro acabava, mas sempre captando a sua vida e as histórias das pessoas à sua volta em seus escritos. Inicialmente publicava em revistas pequena de poesia, se tornou um escritor culto com uma seqüência enorme de fãs, cujas vidas ele tocou.




Charles Bukowski é um escritor único. Escatológico, melodramático, cínico, marginal, solitário, sensível, antiacadêmico, anti-grupos literários, lírico, alcoólatra, machista, politicamente incorreto, anarquista e um grande escritor. Perdeu os melhores anos de sua vida se entorpecendo, vagabundando, morrendo e odiando a tudo e a todos, menos as bebidas, as putas e os bares. E a verdade de Buk é o dia-a-dia da classe trabalhadora norte-americana. Seus subúrbios, suas brigas, seus sonhos, suas palavras. Nos seus personagens simples, complexos e por isso mesmo tão reais, vê-se a decadência do american way of life. Um país tão rico e orgulhoso de si que tenta esconder seu lado escuro, sujo mesmo.




A literatura de Charles Bukowski entra neste contexto, narra a vida das pessoas comuns: Que trepam, que se ferram pra pagar aluguel, que bebem, que trabalham ou não são inteligentes ou cultas a ponto de serem vencedoras na sociedade. Tanto que analisando criticamente a literatura bukowskiana, pode-se dizer que os livros dele são em sua grande parte iguais, tanto o estilo narrativo cru, tosco e por aí chegando ao poético. Até as histórias, sempre narrando a vida dessas pessoas, no caso sempre ele, centralizador dos sentimentos e do estilo de vida pelo qual essas pessoas marginalizadas vivem.


E esse estilo todo pessoal dele fez com que o cinema também retratasse o universo de Buk nos filmes "Crônica de um amor louco", cult nos anos 80 no Brasil do genial diretor italiano Marco Ferreri, e "Barfly- Condenados pelo vício", de Barbet Schroeder. O filme de Ferreri é mais profundo, mais escatológico, mais bukowskiano, no entanto os dois filmes retratam com
maestria a decadência dos subúrbios e o lirismo bêbado dos livros de Buk.


Enfim, nós, os leitores de Charles, somos como mulher de malandro. Somos agredidos, apanhamos das palavras ácidas dele, mas queremos mais. Não há como se sentir maltratado e intrigado ao ler nos romances de Buk diálogos como esses:


"- Eu odeio pessoas, você não? 
  - Não. Só quando elas estão perto de mim"

"A diferença entre a vida e a arte é arte é mais suportável."



"Beber é algo emocional. Faz com que você saia da rotina do dia-a-dia, impede que tudo seja igual. Arranca você pra fora do seu corpo e de sua mente e joga contra a parede. Eu tenho a impressão de que beber é uma forma de suicídio onde você é permitido voltar à vida e começar tudo de novo no dia seguinte. É como se matar e renascer. Acho que eu já vivi cerca de dez ou quinze mil vidas."









quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Para bandido, polícia! É uma regra da democracia! Ou: Revelo o meu delírio autoritário…

Fotos de Werther Santana, da Agência Estado






Na primeira, vê-se um pobre oprimido socialista, da turma que quer entregar o poder aos “trabaliadores”, como escreveram numa faixa, com o seu blusão da GAP e os óculos Ray-Ban. Na outra, os encapuzados, à moda das Farc — faz todo sentido… — se reúnem em frente ao portão depredado da Reitoria invadida. São os revolucionários do sucrilho e do toddynho usando o dinheiros dos pápis para comprar roupas, mochilas e tênis de grife e depredando bens da universidade, sustentada com os impostos pagos pelas empregadas domésticas de suas respectivas casas, cujos filhos jamais pisarão na USP. Eis, aí, a verdadeira luta de classes brasileira hoje em dia: OS VAGABUNDOS DE ESQUERDA ESPOLIAM A DIREITA QUE TRABALHA. “Direita”? É, como eles gostam de dizer, o “povo” é mesmo reacionário…
Um analfabeto de sobrenome “Bonatelli” — se encher meu saco, publico o nome inteiro, o que certamente deixará seu pai envergonhado — me envia um comentário perguntando, na sua linguagem, “qual a porra do problema” das roupas do rapaz. Para ele, trata-se de um argumento típico “de uma adolescente que começou a estudar geopolitca” (com “t” mudo!!!). E avança: “Quem foi que disse, que sendo um jovem de família rica ele não posse (!!!) se revoltar contra o sistema capitalista ao invez de ficar cego a suas mazelas?” Quando ele escreve “invez”, ou está querendo escrever “ao invés” ou “em vez de”. Deve ser aluno da professora Fani, aquela que, segundo o excelente comentário do leitor Guilherme, se expressa em “dilmês castiço”.
Um uspiano que escreve “invez”“posse” (em vez de “possa”) e “geopolitca”nos condena à ditadura dos australopitecos — aqueles, sabem?, que se aquecerão com as páginas de Marx (ver posts abaixo). O Zé Banana, que certamente ignora o sentido da palavra “geopolítica”,  quer saber qual é o problema. Eu explico.
Um dia, “o revolucionário GAP” se cansa dessa brincadeira — porque tudo tem limite — e vai cuidar do patrimônio da família, procurando, se possível, aumentá-lo. É o que aconteceu com dezenas de “revolucionários” que conheci na USP. Já o povo, que sustenta essa farra, seu bobalhão, não terá compensação nenhuma. Ao contrário: continuará a pagar por um serviço que não utiliza. Pior: recursos que poderiam ser investidos em pesquisas — no limite, elas são um bem para todos os brasileiros — têm de ser redirecionados para conservar os estragos feitos por vagabundos, que não respeitam nem mesmo as assembléias já tão pouco representativas do DCE,  órgão de representação dos estudantes.
Entendeu o problema ou você precisa que eu desenhe? Se essa gente quer fazer revolução, que tenha a coragem de correr riscos, ora! Revolução no campus? Não querem nem mesmo enfrentar “a repressão”. Eles querem que o governador Alckmin mantenha o campus como território livre do socialismo da maconha… E tudo financiado, reitero, por suas empregadas domésticas.
Há saída?Há! Pedido de reintegração de posse e polícia. A coisa é simples. Com autorização judicial, cerca-se o prédio, jogam-se umas bombinhas de gás lacrimogêneo (caso eles não queiram sair numa boa, claro!), os subcomandantes Marcos do Rio Pinheiros se escafedem com o rabo entre as pernas, a PM retira o pano que lhes cobre o rosto, mete todo mundo num camburão e manda pra delegacia. Deve haver alguma maneira de verificar o Número USP de cada um para que possam ser responsabilizados civil e criminalmente pelos danos causados ao patrimônio e à vida universitária.
Em seguida, é preciso entrar nos prédios invadidos, filmar tudo, cada detalhe, e expor à opinião pública, informando o custo dos reparos. A esmagadora maioria dos estudantes da USP é contra a bandidagem. As únicas forças reacionárias que a direção da universidade  e o governo têm de enfrentar são os simpatizantes da violência que estão nas redações. Aí é guerra de opinião pública mesmo! A população de São Paulo nunca viu em detalhes o que essa gente é capaz de fazer com o patrimônio de todos os paulistas.
Meu método, nessas coisas, é bem simples: bandido precisa de polícia. Chamo de bandido todo aquele que, deliberadamente, subtrai de terceiros um direito, recorrendo à força. Se a polícia fizer como estou sugerindo, estará garantindo o direito de 79.800 estudantes, contra a violência de 200 baderneiros. Ou seja: é a democracia de farda.
FASCISTA É QUEM NÃO TEM CORAGEM DE MOSTRAR A CARA PARA A DEMOCRACIA.
Tribunal de exceção
Não que eu não sonhe, cá com os meus botões, com uma coisinha, assim, mais violenta, mais arbitrária. Eu conto o meu delírio: cada invasor seria obrigado a ler aquele texto da professora Fani e escrever uma redação dizendo que diabos, afinal de contas, a mulher quis dizer. Alternativa: verter aquele troço para o português!
Por Reinaldo Azevedo

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Estudantes não. Meliantes sim!



No último dia 27, a Polícia Militar de São Paulo prendeu três estudantes, viciados na verdade, fumando maconha no campus da USP.  Foi a pólvora para começar a confusão, centenas de estudantes tentaram impedir a ação da PM e iniciou-se o confronto. Eu não sei o porque esses rebeldinhos que provavelmente são todos riquinhos, tentariam entrar na paulada com a polícia sabendo que iam levar chumbo. Tem que ser muito otário pra achar que os policias iam ficar lá parado levando pedrada de vagabundo.

Na bronca, três PMs ficaram feridos, dois deles tiveram ferimentos na cabeça, provocados por pedras jogadas pelos estudantes. Cinco viaturas da corporação e uma da guarda civil foram depredadas pelos manifestantes. Um cinegrafista da TV Bandeirantes,  foi agredido e ficou ferido no rosto. Ele teve a moto derrubada e câmera danificada. "Estava filmando quando um dos estudantes me deu um tapa na cara". Maconheiros não querem a polícia na universidade, querem consumir drogas. Falta de borracha, no lombo.


Entre os manifestantes, muitos fumavam maconha. "Eles fumam na cara dura", constatou um dos seguranças da universidade.  Entendam de uma vez que maconha é droga ilícita e enquanto for assim a Polícia esta no direito de reprimir, sem regalias. E não se esqueçam que é por causa de viciados como esses aí  que milhares de pessoas morrem vítimas de violência, tanto nos grandes centros como nas fronteiras, por onde os traficantes entram com as drogas.

O que mais chama atenção é esses ditos estudantes queimando a Bandeira Nacional e a de São Paulo como se fossem papel. Se fosse no Estados Unidos com toda certeza ficariam enquadrados por muito tempo por queimar o símbolo da pátria.  Bando de pseudo-comunistas maconheiros, riquinhos com "consciência social".  Ser comunista tudo bem, mas enfrentar a Policia por causa de 3 malas? O dia que eles precisarem de ajuda, quando forem roubados, seqüestrados ou espancados, eles que liguem pro Stálin mandar seus soldados soviéticos pra resolver.


“2. Da Bandeira Nacional:
A Lei n.º 5.700/71, define as manifestações de desrespeito à Bandeira Nacional em seu art. 31. A mesma lei, no art. 35, determina que qualquer violação a seus preceitos é considerada contravenção, sujeitando o infrator à "pena de multa de 1(um) a 4(quatro) vezes o maior valor de referência do País, elevada ao dobro nos casos de reincidência".
"Art. 44 – Destruir ou ultrajar a bandeira, emblemas ou símbolos nacionais, quando expostos em lugar público:
"Pena – detenção de 2(dois)a 4(quatro) anos."

E além de tudo esses 'estudantes' são analfabetos. 
















segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Policia Militar do oeste do Paraná poderá receber veículo blindado





No Paraná, a criação do Bope foi oficializada em setembro do ano passado. O efetivo é pouco menor do que o fluminense – 316 para 400 na unidade do Rio de Janeiro. Contudo, a forma de atuação tem poucas semelhanças. O Bope paranaense foi formado a partir da fusão das companhias de choque, de cães, do Comando de Operações Es­­pe­­ciais (COE) e da Ronda Ostensiva de Natureza Especiais (Rone). O secretário de Se­­gurança Pública do estado, Reinaldo de Almeida César, reconhece que não há como comparar as duas estruturas. “No Rio, o investimento só no Bope é de R$ 125 milhões. Aqui quase não temos dinheiro para investir”, afirma. 

Mas o Bope paranaense co­­meça a se equipar para enfrentar situações de guerrilha urbana, como as vivenciadas no Rio de Janeiro. Desde a última semana estão sendo feitos testes com um veículo blindado, semelhante ao “Caveirão”, usado nas favelas cariocas. O carro blindado “Gladiador” – que custa cerca de R$ 600 mil, o equivalente a 15 viaturas convencionais – enfrenta terrenos acidentados e aguenta a munição de fuzis. Se for adquirido, deve ser utilizado na região da fronteira, no Oeste do Paraná.



(jornal de londrina)

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Batalhão de Fronteira em Marechal Cândido Rondon




A decisão do governo estadual de construir o Batalhão de Fronteira em Marechal Cândido Rondon tornou-se uma espinha de peixe entalada na garganta de certas lideranças e autoridades, principalmente de Cascavel e Foz do Iguaçu. Criticam o governador por acreditarem que Beto Richa teria tão somente atendido ou prestado um favor político ao deputado estadual rondonense Elio Rusch, o que não é verdade. Evidentemente que o parlamentar de Marechal Cândido Rondon está colhendo os frutos do anúncio da construção do Batalhão de Fronteira, mas afirmar que a escolha da cidade rondonense como sede da unidade desconsiderou todos os critérios técnicos não passa de conversa fiada.


Primeiro que, ao anunciar a construção do Batalhão de Fronteira em Marechal Cândido Rondon, o governador não fez nada mais do que cumprir um projeto de lei de autoria do deputado Elio Rusch, que havia sido aprovado pela Assembleia Legislativa já em 1998. De fato, quando o projeto foi para votação, todos os critérios técnicos foram devidamente discutidos e todos os deputado à época concordaram ser Marechal Cândido Rondon o lugar ideal para a sua implantação. E, se há 13 anos o Batalhão de Fronteira já se fazia necessário, hoje em dia, com o crescimento assustador do contrabando e o tráfico de drogas por toda a extensão do Lago de Itaipu – e não só mais em Foz do Iguaçu e Guaíra -, nada melhor do que instalar um grande grupamento policial praticamente no meio de toda essa região fronteiriça.


Há que se considerar que embora sediado em Marechal Cândido Rondon, o Batalhão de Fronteira contará com duas companhias localizadas em Guaíra e também em Santo Antônio do Sudoeste. Além disso, as próprias cidades de Foz do Iguaçu e Cascavel, que se julgam extremamente prejudicadas pela decisão e “esquecidas” pelo governador Beto Richa, foram também contempladas no grande projeto de combate ao crime organizado que está sendo implantado na região pelo atual governo do Paraná. Cascavel vai sediar o comando regional da Polícia Militar, enquanto a cidade das Cataratas vai ser contemplada com uma unidade descentralizada do Grupamento de Aviação Operacional. É preciso lembrar que, nestas duas cidades, já são grandes as forças policiais Civil, Militar e Federal lá instaladas.


Quando do anúncio do Batalhão de Fronteira, o comandante geral da Polícia Militar, coronel Marcos Teodoro Scheremeta, foi claro ao resumir as motivações do governo estadual ao redesenhar as forças policiais nesta porção do Paraná. Disse ele: “ter um Batalhão de Fronteira, num modelo diferenciado de operações especiais com uma fração já no Noroeste e no Sudoeste, junto com o comando regional de Cascavel e o grupamento aéreo fortalecendo Foz do Iguaçu, permite começar a fechar e fazer uma blindagem da fronteira do Paraná. Vemos essa ação com muita satisfação, porque mostra a preocupação do governo Beto Richa em cumprir compromissos e principalmente dar à população além da sensação de segurança, uma segurança efetiva real, que é o que a população realmente precisa e quer”. 


Menosprezar o que o próprio comando da Polícia Militar do Paraná diz sobre o Batalhão de Fronteira e afirmar que o governador agiu errado por não instalá-lo em Foz do Iguaçu ou Cascavel é desvirtuar a realidade. Pior ainda é afirmar que Beto Richa tomou uma decisão política ao decidir por Marechal Cândido Rondon. Embora bastante jovem, o governador tem dado mostras de ser um político sensato, que foca ações na conjuntura e não em questões pontuais. Também já deixou claro que não costuma dobrar-se a pressões políticas. Assim, é fácil constatar que Beto Richa teria, sim, agido politicamente se tivesse optado por implantar o Batalhão de Fronteira em Cascavel ou Foz do Iguaçu, cidades que possuem um número de eleitores cinco ou seis vezes maior do que Marechal Cândido Rondon. Preferiu eventualmente desagradar um número maior de eleitores num primeiro momento, mas apresentar resultados efetivos no combate á criminalidade à longo prazo tomando uma decisão técnica.


E quanto ao deputado estadual Elio Rusch, cabe a toda comunidade regional aplaudir esta conquista, resultado de um trabalho incansável do parlamentar rondonense, que já em 1998 percebeu a crescente onda de violência na região e foi atrás de uma solução, propondo e trabalhando insistentemente pela criação do Batalhão de Fronteira. E havemos de concordar que ninguém pode criticá-lo por isso. Então, que fique o exemplo para todos os demais políticos que erroneamente estejam se sentindo desprestigiados pelo governador.


Texto publicado como Editorial da edição do jornal O Presente

sábado, 22 de outubro de 2011

Táxi 2.0


Como dizem: em tempos modernos, sobrevive aquele que tiver mais criatividade. Acho que é mais ou menos isso.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

20 Anos do tricampeonato de Ayrton Senna


Eu como a maioria da minha geração teve a sorte de poder acordar cedo no domingo, sentar ao lado do pai no sofá e ligar a televisão para assistir um dos maiores ídolos do brasil (o maior para mim), Ayrton Senna, uma cara que não tinha medo de ser campeão. Eu não entendia nada de pontuação da Fórmula 1, de voltas rápidas, pole position, mas gostava, e como gostava de assistir aquelas corridas cheias de adrenalinas e surpresas. Senna não era só um piloto, era um exemplo de ser humano, tinha garra, competência e coragem, em suas corridas não faltava exemplos disso. Preocupado somente na vitória, dedicava-se até o limite para que tudo ocorresse corretamente.

Ayrton Senna, o maior piloto da história, em uma época tão longe da atual, em que muitas corridas eram decididas por mínimos detalhes e principalmente no 'braço', Senna “cansou” de vencer provas travando duelos cerebrais. Afinal de contas, poucos mortais se cobraram tanto quanto ele. Ele contra ele mesmo, um duelo maluco, lunático e que fez dele um esportista cada vez maior e melhor.


20 de Outubro, circuito de Suzuka, no Japão. Na penúltima corrida daquele ano, consegue largar na frente do  inglês Nigel Mansell Mansell, seu maior adversário daquela temporada. Mansell abandonou a prova na décima volta e concedeu a Senna o tricampeonato mundial de Fórmula 1, já que não poderia alcançar seu rival em pontos, faltando apenas uma corrida. O herói brasileiro terminou a corrida em segundo e comemorou a vitória do tricampeonato antecipadamente.

Senna tornou-se ao longo dos anos um ser humano diferente. Era um ser especial. Era visto como herói para mim e todos os brasileiros, era visto como imortal, alguém que sempre estaria em alguma pista do mundo, vencendo, se superando e levantando a bandeira do Brasil. A curva Tamburello mostrou que na verdade, tudo isso era um sonho, com data marcada para acabar. O herói morreu e emocionou o Brasil inteiro, o presidente declarou luto oficial por 3 dias. No entanto, o vazio deixado por sua partida foi preenchido pela lembrança inesquecível de que um dia - não muito distante - passou por este universo um cara nobre, de muito respeito e que soube dominar uma máquina sobre quatro rodas como ninguém antes havia feito.



terça-feira, 18 de outubro de 2011

Fifa se irrita e pede agilidade a Dilma

Entidade faz apelo à presidente para que cumpra o prometido em termos de leis e libere verbas para as obras


A Fifa se irrita com a presidente Dilma Rousseff e apela para que implemente o que prometeu em termos de leis para a Copa e libere os recursos que havia anunciado para as obras do Mundial de 2014. Para cartolas consultados pelo Estado em Zurique, a avaliação é unânime: o governo é o maior obstáculo hoje para o Mundial. "O governo brasileiro tem dinheiro e está sentado sobre ele. Mas não quer soltar"", atacou Rafael Salguero, membro do Comitê Executivo da Fifa.

Ontem, a Fifa e a CBF iniciaram as negociações finais para estipular o formato da Copa. Nos debates, a Fifa deixou claro que a relação com o governo está em seu ponto mais baixo e cartolas declaram abertamente o descontentamento com Brasília.

O motivo foi o envio ao Congresso de uma Lei Geral da Copa diferente da que havia sido estabelecida com a Fifa no início do ano. Em fevereiro e março, advogados da entidade consultaram o projeto de lei que havia sido desenhado e deram sinal verde. Quando o governo o enviou ao Congresso, meses depois, o projeto havia sido modificado.

Há duas semanas, Dilma se reuniu com o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke. Segundo fontes em Zurique, Valcke aceitou o que Dilma ofereceu, principalmente na garantia de contratos de marketing, exclusividade de patrocinadores e televisão. "O problema é que até agora a Fifa não recebeu nenhuma indicação de como isso será transformado em projeto de lei e nada andou"", se queixou uma fonte próxima às negociações.

Ao Estado, a Fifa confirmou que saiu satisfeita do encontro com Dilma. Mas já se preocupa com a falta de ação. A entidade e a CBF sofrem para falar com o Planalto e querem saber quando ela volta da África, na esperança de ter uma resposta. Se não bastasse, a crise envolvendo o ministro Orlando Silva fechou o único canal de comunicação que existia com o governo. "Não sabemos nem a quem ligar"", afirmou um cartola estrangeiro.

Valcke revelou a pessoas próximas a ele que a queda de Silva não seria ruim, pois ele não estava atendendo aos interesses da Fifa. Mas, ao mesmo tempo, acha que um novo ministro pode trazer problemas, pois poderia chegar com ideias que batam de frente com as da entidade.

Apesar da crise, quem não abre mão de ir até de assistir de perto as decisões sobre a Copa é o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz. Ele vai largar tudo para acompanhar o evento da Fifa na quinta-feira em Zurique. Queiroz foi o antecessor de Silva e também está sob suspeita de irregularidades.

A CBF e a Fifa, porém, acreditam que haverá uma solução nos próximos dias em relação às entradas para a Copa e o consumo de bebida em estádios.
Dinheiro. Outra queixa da Fifa é quanto às promessas de recursos públicos para as obras. A entidade e a CBF atacam o fato de o governo estar dizendo que libera verbas e empréstimos, mas alegam que isso não é a realidade. O resultado seria um atraso nas obras de infraestrutura.

"Pelo que vejo, está tudo em ordem em termos de preparação. O problema está no governo"", disse Salguero. "O problema não está na CBF"", disse o presidente da Conmebol, Nicolas Leoz, questionado se apontava o governo como o obstáculo.
JAMIL CHADE / ZURIQUE , - O Estado de S.Paulo


Por que nosso governo ainda não acordou para a chance que tem nas mãos? Tudo que tem a fazer é ter um bom plano de estratégia e se dedicar um pouco, mas infelizmente nossos governos passam mais tempo se defendendo de acusações de escândalos do que trabalhando pelo desenvolvimento do país.

Assim como a FIFA, os brasileiros também estão irritados e envergonhados, no país em que o futebol é inspiração para o resto do mundo, os políticos não se importam e deixam tudo as custas das improvisações.

A histórica entrevista dos Mamonas Assassinas no Jô Soares



Uma das bandas mais populares da história do Brasil, um fenômeno que conquistou milhões de fãs em poucos meses, Mamonas Assassinas era mais do que uma banda, eram o bom humor, a esperança e a alegria dos brasileiros. Em pouco tempo bateram todos os recordes e venderam mais de 3 milhões de cópias.

A rápida ascensão do grupo, formado por Dinho, Bento Hinoto, Júlio Rasec, Samuel e Sérgio Reoli, foi tragicamente interrompida por um acidente de avião, o grupo durou de julho de 1995 até março de 1996 . Nenhum dos membros do Mamonas sobreviveu. O país ficou de luto. O enterro foi transmitido na televisão, com canais interrompendo sua programação normal.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Dia do profissional de propaganda


Criatividade é mais ou menos como fitness. Se você quer ficar sarado, precisa exercitar. Claro que tem os criativos por natureza, que tiram sacadas dos acontecimentos mais banais do dia-a-dia, mas tem os criativos técnicos também, os caçadores de idéias. Seja como for, em ambos os casos a prática é fundamental.

Em propaganda, essencialmente, um dos paradigmas que a gente precisa quebrar de vez é que não existe idéia ruim. Existe idéia mal direcionada, mal desenvolvida, mal aproveitada. Direcionar a idéia é focar a necessidade do cliente, a verba que ele tem e os objetivos da comunicação, e voltar os miolos pra pensar nessa direção; desenvolver a idéia é entender a “sacada” como um start e não como o ponto final – é maturar bem, esgotar as interpretações possíveis para ela, é olhar a idéia por todos os ângulos e procurar um que, se possível, ainda não tenha sido enxergado antes; aproveitar a idéia é dar a ela asas, meios para que possa ser empregada no rádio, na TV, na internet, em anúncios, etc, com inteligência e, principalmente, sem se perder do conceito adotado.

Subverter a idéia.Pensar o que ninguém pensou.

Surpreender com o inesperado.

Transformar o comum em exclusivo, o clichê em novidade.

Se você é criativo de agência, se consegue isso com freqüência, com critério e objetividade, pode crer, já deve ter um cérebro tanquinho trabalhando a seu favor e do seu cliente.

Rogério Rothje, redator crônico.

O protesto de Tico Santa Cruz no Rock in Rio


Tico Santa Cruz do Detonautas protesta contra José Sarney no Rock In Rio.



domingo, 16 de outubro de 2011

Até onde vai a barbárie do ser humano



Vídeo com cenas fortes. Na China, uma pessoa, aparentemente uma criança, é atropelada por maldade e ainda ignorada por todos que passam pelo local. É assustador o tamanho da crueldade das pessoas que nem ao menos socorrem ou acionam alguma ambulância. São fatos como esses que me faz agradecer pelo país maravilhoso em que moro onde as pessoas ainda tem sentimentos e compaixão com o próximo.

Mais um ministro no paredão




Mais um ministro está no paredão do Big Dilma Brasil. Dessa vez o alvo foi Orlando Silva, ministro dos esportes, acusado por um policial militar e militante do PCdoB por ser o mentor e principal beneficiário de um esquema de corrupção que pode ter desviado mais de R$ 40 milhões de um programa que beneficiaria crianças carentes em todo o Brasil.  


A presidente diz estar incomodada com estas novas denúncias de corrupção no governo e vai pedir explicações ao ministro, cujo reduto eleitoral é o Amazonas. Se não conseguir se explicar e tiver que deixar o governo, ele será o quinto ministro a ser eliminado da administração Dilma, quatro deles por acusações de envolvimento em corrupção – Alfredo do Nascimento, dos Transportes; Antônio Palocci, da Casa Civil; e Wagner Rossi, da Agricultura. Nelson Jobim saiu, mas foi porque falou demais.


Com tanto dinheiro desviado dos cofres públicos, poderia ser facilmente construído um país novo, de pequeno porte, com completa infraestrutura. Pelo o que vemos, estamos longe de ser um país limpo de crápulas e ladrões covardes.


Talvez tenha passado da hora dos brasileiros assistirem menos novelas e saírem mais as ruas para brigar por um país menos corrupto. Também é importante não se esquecer de episódios como esse e outros que ainda virão, no dia das eleições .



sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Reflita a greve dos bancários

Muito bem senhores, hoje, depois de 18 dias de greve, representantes dos bancários e a Federação Nacional de Bancos (Fenaban) chegaram num acordo para finalizar a greve. Porém, a proposta ainda será encaminhada para aprovação na assembléia dos trabalhadores.

Se aprovada a proposta, os bancários receberão aumento de 9% no piso salarial a partir de 1º de setembro de 2011. Os caixas passarão a receber R$ 1.900,00 para jornadas de seis horas e escriturários  receberão R$ 1.400,00. Sem falar em todos os outros benefícios que também terão aumento: o auxílio refeição sobe para R$19,78 por dia; a cesta alimentação passa para R$ 339,08 por mês, além da 13ª cesta no mesmo valor. O auxílio creche mensal é de R$ 284,85 por filho de até 6 anos.

Depois de 18 dias parados, sem se preocupar com o compromisso que tem com a sociedade, atrasando o giro de valores no Brasil inteiro, acumulando juros a cada dia que passou, juros a mais que algum pai de família vai ter que se virar em horas extras para conseguir pagar, sim, todos sabemos que existem outras formas de pagamento, seja pela internet ou outras formas, mas um cara que ganha um salário por mês para sustentar toda a família não faz ideia disso.

Será que esses bancários também terão desconto em folha de todo os dias em que não trabalharam, assim como todos os carteiros? Esses que estão trabalhando na precariedade e lutaram até o último folego e quando sem mais opções, param os serviços clamando por um pouco mais de dignidade.