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quinta-feira, 20 de outubro de 2011

20 Anos do tricampeonato de Ayrton Senna


Eu como a maioria da minha geração teve a sorte de poder acordar cedo no domingo, sentar ao lado do pai no sofá e ligar a televisão para assistir um dos maiores ídolos do brasil (o maior para mim), Ayrton Senna, uma cara que não tinha medo de ser campeão. Eu não entendia nada de pontuação da Fórmula 1, de voltas rápidas, pole position, mas gostava, e como gostava de assistir aquelas corridas cheias de adrenalinas e surpresas. Senna não era só um piloto, era um exemplo de ser humano, tinha garra, competência e coragem, em suas corridas não faltava exemplos disso. Preocupado somente na vitória, dedicava-se até o limite para que tudo ocorresse corretamente.

Ayrton Senna, o maior piloto da história, em uma época tão longe da atual, em que muitas corridas eram decididas por mínimos detalhes e principalmente no 'braço', Senna “cansou” de vencer provas travando duelos cerebrais. Afinal de contas, poucos mortais se cobraram tanto quanto ele. Ele contra ele mesmo, um duelo maluco, lunático e que fez dele um esportista cada vez maior e melhor.


20 de Outubro, circuito de Suzuka, no Japão. Na penúltima corrida daquele ano, consegue largar na frente do  inglês Nigel Mansell Mansell, seu maior adversário daquela temporada. Mansell abandonou a prova na décima volta e concedeu a Senna o tricampeonato mundial de Fórmula 1, já que não poderia alcançar seu rival em pontos, faltando apenas uma corrida. O herói brasileiro terminou a corrida em segundo e comemorou a vitória do tricampeonato antecipadamente.

Senna tornou-se ao longo dos anos um ser humano diferente. Era um ser especial. Era visto como herói para mim e todos os brasileiros, era visto como imortal, alguém que sempre estaria em alguma pista do mundo, vencendo, se superando e levantando a bandeira do Brasil. A curva Tamburello mostrou que na verdade, tudo isso era um sonho, com data marcada para acabar. O herói morreu e emocionou o Brasil inteiro, o presidente declarou luto oficial por 3 dias. No entanto, o vazio deixado por sua partida foi preenchido pela lembrança inesquecível de que um dia - não muito distante - passou por este universo um cara nobre, de muito respeito e que soube dominar uma máquina sobre quatro rodas como ninguém antes havia feito.



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