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quarta-feira, 31 de julho de 2013

HONDA REVIVE VOLTA HISTÓRICA DE SENNA

Em 1989, Senna bateu o recorde mundial de velocidade na F1, no circuito de Suzuka no Japão.
Dentro do carro estava um sistema de telemetria da Honda, registrando todas as informações, a cada segundo.
Agora, quase 20 anos depois da morte do Ayrton Senna, a Honda está usando essas mesmas informações para recriar com luzes e caixas acústicas gigantes essa volta histórica.



segunda-feira, 22 de julho de 2013

De mudança

Um dia tu decide mudar o sofá de lugar, o cabelo ou o perfume, de cidade, país, de vida. A gente muda o tempo todo porque a gente descobre e enjoa das coisas, isso tem uma influência muito grande, mesmo que seja só uma música. 

 Acordei com a necessidade de mudar, mudar de cidade, consequentemente de vida, ou de cabelo... mas antes eu comprei um perfume novo e me senti muito bem, me deu uma certa confiança que o perfume antigo não me dava mais e não que ele seja ruim, porque eu ainda gosto muito dele, mas eu precisava desse fator diferente, nem que fosse um cheiro, precisava dessa analogia. Porque a gente sabe que precisa mudar mas quase nunca mudamos. E eu posso dizer que sim, não mudamos. Pensamos em mudar, queremos mudar, até ensaiamos, mas temos medo do novo, medo do incerto, medo do canhão de luz em nossas cabeças quando desviarmos o foco da velha estrada. Então mude de perfume, é um bom começo em não se reconhecer e tentar se encontrar, mesmo quando tu está ali, igual e percebe que foi só o cheiro que mudou e talvez faça diferença só pra você, mas é isso que importa no fim das contas.

Pecamos quando colocamos o medo na frente dos nossos objetivos. Lembrem que tô falando sobre mudanças e todos os clichês possíveis podem ser aplicados aqui. Sentiremos medo de tudo que é novo e isso é bom, é uma proteção natural da vida, mas nunca podemos deixar que isso barre nossa evolução. E eu admito que voei muito baixo por muito tempo por conta do medo de tentar o novo, de me arriscar no desconhecido, de arriscar minha postura confortável. Inclusive, quando sentir-se confortável, mude. O conforto (e eu não tô falando de uma casa bonita, uma televisão enorme e a maratona de Friends na Warner) é a pior armadilha do medo em mudar. Nos sentimos bem, mediocremente bem em alguma situação e isso nos basta naquele momento. Aceite o conforto, aceite até a mediocridade, mas aceite que você também virou perfume velho. 

Queira mudar e mude, não é fácil, mas nada é. E isso não é um conselho, porque também tô aprendendo essa coisa de evolução, de não ter medo de errar, ou ter medo e enfrentar do mesmo jeito e errar feio, consertar e ter otimismo com a vida sempre, cair e levantar (lembra dos clichês?). Mas tô aprendendo ainda. Amanhã eu vou ter coragem de mudar mais alguma coisa, mínima que seja, mas é minha preparação para uma grande e inevitável mudança e rola um medo em dizer isso, só que menos que ontem e tô comemorando. Não tenha pressa, mas tenha certeza. Sempre.

terça-feira, 16 de julho de 2013

Hoje tomei a decisão de ser eu

Atitude por atitude, melhor a mais nobre, a mais alta e a mais calma. Pose por pose, a pose de ser o que sou. 
Nada de desafios à plebe, nada de girândolas para o riso ou a raiva dos inferiores. A superioridade não se mascara de palhaço; é de renúncia e de silêncio que se veste. 
O último rasto de influência dos outros no meu carácter cessou com isto. Reconheci — ao sentir que podia e ia dominar o desejo intenso e infantil de « lançar o Interseccionismo» — a tranquila posse de mim. 
Um raio hoje deslumbrou-me de lucidez. Nasci. 

Fernando Pessoa, 'Páginas Íntimas e de Auto-Interpretação'