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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Policia Militar do oeste do Paraná poderá receber veículo blindado





No Paraná, a criação do Bope foi oficializada em setembro do ano passado. O efetivo é pouco menor do que o fluminense – 316 para 400 na unidade do Rio de Janeiro. Contudo, a forma de atuação tem poucas semelhanças. O Bope paranaense foi formado a partir da fusão das companhias de choque, de cães, do Comando de Operações Es­­pe­­ciais (COE) e da Ronda Ostensiva de Natureza Especiais (Rone). O secretário de Se­­gurança Pública do estado, Reinaldo de Almeida César, reconhece que não há como comparar as duas estruturas. “No Rio, o investimento só no Bope é de R$ 125 milhões. Aqui quase não temos dinheiro para investir”, afirma. 

Mas o Bope paranaense co­­meça a se equipar para enfrentar situações de guerrilha urbana, como as vivenciadas no Rio de Janeiro. Desde a última semana estão sendo feitos testes com um veículo blindado, semelhante ao “Caveirão”, usado nas favelas cariocas. O carro blindado “Gladiador” – que custa cerca de R$ 600 mil, o equivalente a 15 viaturas convencionais – enfrenta terrenos acidentados e aguenta a munição de fuzis. Se for adquirido, deve ser utilizado na região da fronteira, no Oeste do Paraná.



(jornal de londrina)

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Batalhão de Fronteira em Marechal Cândido Rondon




A decisão do governo estadual de construir o Batalhão de Fronteira em Marechal Cândido Rondon tornou-se uma espinha de peixe entalada na garganta de certas lideranças e autoridades, principalmente de Cascavel e Foz do Iguaçu. Criticam o governador por acreditarem que Beto Richa teria tão somente atendido ou prestado um favor político ao deputado estadual rondonense Elio Rusch, o que não é verdade. Evidentemente que o parlamentar de Marechal Cândido Rondon está colhendo os frutos do anúncio da construção do Batalhão de Fronteira, mas afirmar que a escolha da cidade rondonense como sede da unidade desconsiderou todos os critérios técnicos não passa de conversa fiada.


Primeiro que, ao anunciar a construção do Batalhão de Fronteira em Marechal Cândido Rondon, o governador não fez nada mais do que cumprir um projeto de lei de autoria do deputado Elio Rusch, que havia sido aprovado pela Assembleia Legislativa já em 1998. De fato, quando o projeto foi para votação, todos os critérios técnicos foram devidamente discutidos e todos os deputado à época concordaram ser Marechal Cândido Rondon o lugar ideal para a sua implantação. E, se há 13 anos o Batalhão de Fronteira já se fazia necessário, hoje em dia, com o crescimento assustador do contrabando e o tráfico de drogas por toda a extensão do Lago de Itaipu – e não só mais em Foz do Iguaçu e Guaíra -, nada melhor do que instalar um grande grupamento policial praticamente no meio de toda essa região fronteiriça.


Há que se considerar que embora sediado em Marechal Cândido Rondon, o Batalhão de Fronteira contará com duas companhias localizadas em Guaíra e também em Santo Antônio do Sudoeste. Além disso, as próprias cidades de Foz do Iguaçu e Cascavel, que se julgam extremamente prejudicadas pela decisão e “esquecidas” pelo governador Beto Richa, foram também contempladas no grande projeto de combate ao crime organizado que está sendo implantado na região pelo atual governo do Paraná. Cascavel vai sediar o comando regional da Polícia Militar, enquanto a cidade das Cataratas vai ser contemplada com uma unidade descentralizada do Grupamento de Aviação Operacional. É preciso lembrar que, nestas duas cidades, já são grandes as forças policiais Civil, Militar e Federal lá instaladas.


Quando do anúncio do Batalhão de Fronteira, o comandante geral da Polícia Militar, coronel Marcos Teodoro Scheremeta, foi claro ao resumir as motivações do governo estadual ao redesenhar as forças policiais nesta porção do Paraná. Disse ele: “ter um Batalhão de Fronteira, num modelo diferenciado de operações especiais com uma fração já no Noroeste e no Sudoeste, junto com o comando regional de Cascavel e o grupamento aéreo fortalecendo Foz do Iguaçu, permite começar a fechar e fazer uma blindagem da fronteira do Paraná. Vemos essa ação com muita satisfação, porque mostra a preocupação do governo Beto Richa em cumprir compromissos e principalmente dar à população além da sensação de segurança, uma segurança efetiva real, que é o que a população realmente precisa e quer”. 


Menosprezar o que o próprio comando da Polícia Militar do Paraná diz sobre o Batalhão de Fronteira e afirmar que o governador agiu errado por não instalá-lo em Foz do Iguaçu ou Cascavel é desvirtuar a realidade. Pior ainda é afirmar que Beto Richa tomou uma decisão política ao decidir por Marechal Cândido Rondon. Embora bastante jovem, o governador tem dado mostras de ser um político sensato, que foca ações na conjuntura e não em questões pontuais. Também já deixou claro que não costuma dobrar-se a pressões políticas. Assim, é fácil constatar que Beto Richa teria, sim, agido politicamente se tivesse optado por implantar o Batalhão de Fronteira em Cascavel ou Foz do Iguaçu, cidades que possuem um número de eleitores cinco ou seis vezes maior do que Marechal Cândido Rondon. Preferiu eventualmente desagradar um número maior de eleitores num primeiro momento, mas apresentar resultados efetivos no combate á criminalidade à longo prazo tomando uma decisão técnica.


E quanto ao deputado estadual Elio Rusch, cabe a toda comunidade regional aplaudir esta conquista, resultado de um trabalho incansável do parlamentar rondonense, que já em 1998 percebeu a crescente onda de violência na região e foi atrás de uma solução, propondo e trabalhando insistentemente pela criação do Batalhão de Fronteira. E havemos de concordar que ninguém pode criticá-lo por isso. Então, que fique o exemplo para todos os demais políticos que erroneamente estejam se sentindo desprestigiados pelo governador.


Texto publicado como Editorial da edição do jornal O Presente

sábado, 22 de outubro de 2011

Táxi 2.0


Como dizem: em tempos modernos, sobrevive aquele que tiver mais criatividade. Acho que é mais ou menos isso.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

20 Anos do tricampeonato de Ayrton Senna


Eu como a maioria da minha geração teve a sorte de poder acordar cedo no domingo, sentar ao lado do pai no sofá e ligar a televisão para assistir um dos maiores ídolos do brasil (o maior para mim), Ayrton Senna, uma cara que não tinha medo de ser campeão. Eu não entendia nada de pontuação da Fórmula 1, de voltas rápidas, pole position, mas gostava, e como gostava de assistir aquelas corridas cheias de adrenalinas e surpresas. Senna não era só um piloto, era um exemplo de ser humano, tinha garra, competência e coragem, em suas corridas não faltava exemplos disso. Preocupado somente na vitória, dedicava-se até o limite para que tudo ocorresse corretamente.

Ayrton Senna, o maior piloto da história, em uma época tão longe da atual, em que muitas corridas eram decididas por mínimos detalhes e principalmente no 'braço', Senna “cansou” de vencer provas travando duelos cerebrais. Afinal de contas, poucos mortais se cobraram tanto quanto ele. Ele contra ele mesmo, um duelo maluco, lunático e que fez dele um esportista cada vez maior e melhor.


20 de Outubro, circuito de Suzuka, no Japão. Na penúltima corrida daquele ano, consegue largar na frente do  inglês Nigel Mansell Mansell, seu maior adversário daquela temporada. Mansell abandonou a prova na décima volta e concedeu a Senna o tricampeonato mundial de Fórmula 1, já que não poderia alcançar seu rival em pontos, faltando apenas uma corrida. O herói brasileiro terminou a corrida em segundo e comemorou a vitória do tricampeonato antecipadamente.

Senna tornou-se ao longo dos anos um ser humano diferente. Era um ser especial. Era visto como herói para mim e todos os brasileiros, era visto como imortal, alguém que sempre estaria em alguma pista do mundo, vencendo, se superando e levantando a bandeira do Brasil. A curva Tamburello mostrou que na verdade, tudo isso era um sonho, com data marcada para acabar. O herói morreu e emocionou o Brasil inteiro, o presidente declarou luto oficial por 3 dias. No entanto, o vazio deixado por sua partida foi preenchido pela lembrança inesquecível de que um dia - não muito distante - passou por este universo um cara nobre, de muito respeito e que soube dominar uma máquina sobre quatro rodas como ninguém antes havia feito.



terça-feira, 18 de outubro de 2011

Fifa se irrita e pede agilidade a Dilma

Entidade faz apelo à presidente para que cumpra o prometido em termos de leis e libere verbas para as obras


A Fifa se irrita com a presidente Dilma Rousseff e apela para que implemente o que prometeu em termos de leis para a Copa e libere os recursos que havia anunciado para as obras do Mundial de 2014. Para cartolas consultados pelo Estado em Zurique, a avaliação é unânime: o governo é o maior obstáculo hoje para o Mundial. "O governo brasileiro tem dinheiro e está sentado sobre ele. Mas não quer soltar"", atacou Rafael Salguero, membro do Comitê Executivo da Fifa.

Ontem, a Fifa e a CBF iniciaram as negociações finais para estipular o formato da Copa. Nos debates, a Fifa deixou claro que a relação com o governo está em seu ponto mais baixo e cartolas declaram abertamente o descontentamento com Brasília.

O motivo foi o envio ao Congresso de uma Lei Geral da Copa diferente da que havia sido estabelecida com a Fifa no início do ano. Em fevereiro e março, advogados da entidade consultaram o projeto de lei que havia sido desenhado e deram sinal verde. Quando o governo o enviou ao Congresso, meses depois, o projeto havia sido modificado.

Há duas semanas, Dilma se reuniu com o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke. Segundo fontes em Zurique, Valcke aceitou o que Dilma ofereceu, principalmente na garantia de contratos de marketing, exclusividade de patrocinadores e televisão. "O problema é que até agora a Fifa não recebeu nenhuma indicação de como isso será transformado em projeto de lei e nada andou"", se queixou uma fonte próxima às negociações.

Ao Estado, a Fifa confirmou que saiu satisfeita do encontro com Dilma. Mas já se preocupa com a falta de ação. A entidade e a CBF sofrem para falar com o Planalto e querem saber quando ela volta da África, na esperança de ter uma resposta. Se não bastasse, a crise envolvendo o ministro Orlando Silva fechou o único canal de comunicação que existia com o governo. "Não sabemos nem a quem ligar"", afirmou um cartola estrangeiro.

Valcke revelou a pessoas próximas a ele que a queda de Silva não seria ruim, pois ele não estava atendendo aos interesses da Fifa. Mas, ao mesmo tempo, acha que um novo ministro pode trazer problemas, pois poderia chegar com ideias que batam de frente com as da entidade.

Apesar da crise, quem não abre mão de ir até de assistir de perto as decisões sobre a Copa é o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz. Ele vai largar tudo para acompanhar o evento da Fifa na quinta-feira em Zurique. Queiroz foi o antecessor de Silva e também está sob suspeita de irregularidades.

A CBF e a Fifa, porém, acreditam que haverá uma solução nos próximos dias em relação às entradas para a Copa e o consumo de bebida em estádios.
Dinheiro. Outra queixa da Fifa é quanto às promessas de recursos públicos para as obras. A entidade e a CBF atacam o fato de o governo estar dizendo que libera verbas e empréstimos, mas alegam que isso não é a realidade. O resultado seria um atraso nas obras de infraestrutura.

"Pelo que vejo, está tudo em ordem em termos de preparação. O problema está no governo"", disse Salguero. "O problema não está na CBF"", disse o presidente da Conmebol, Nicolas Leoz, questionado se apontava o governo como o obstáculo.
JAMIL CHADE / ZURIQUE , - O Estado de S.Paulo


Por que nosso governo ainda não acordou para a chance que tem nas mãos? Tudo que tem a fazer é ter um bom plano de estratégia e se dedicar um pouco, mas infelizmente nossos governos passam mais tempo se defendendo de acusações de escândalos do que trabalhando pelo desenvolvimento do país.

Assim como a FIFA, os brasileiros também estão irritados e envergonhados, no país em que o futebol é inspiração para o resto do mundo, os políticos não se importam e deixam tudo as custas das improvisações.

A histórica entrevista dos Mamonas Assassinas no Jô Soares



Uma das bandas mais populares da história do Brasil, um fenômeno que conquistou milhões de fãs em poucos meses, Mamonas Assassinas era mais do que uma banda, eram o bom humor, a esperança e a alegria dos brasileiros. Em pouco tempo bateram todos os recordes e venderam mais de 3 milhões de cópias.

A rápida ascensão do grupo, formado por Dinho, Bento Hinoto, Júlio Rasec, Samuel e Sérgio Reoli, foi tragicamente interrompida por um acidente de avião, o grupo durou de julho de 1995 até março de 1996 . Nenhum dos membros do Mamonas sobreviveu. O país ficou de luto. O enterro foi transmitido na televisão, com canais interrompendo sua programação normal.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Dia do profissional de propaganda


Criatividade é mais ou menos como fitness. Se você quer ficar sarado, precisa exercitar. Claro que tem os criativos por natureza, que tiram sacadas dos acontecimentos mais banais do dia-a-dia, mas tem os criativos técnicos também, os caçadores de idéias. Seja como for, em ambos os casos a prática é fundamental.

Em propaganda, essencialmente, um dos paradigmas que a gente precisa quebrar de vez é que não existe idéia ruim. Existe idéia mal direcionada, mal desenvolvida, mal aproveitada. Direcionar a idéia é focar a necessidade do cliente, a verba que ele tem e os objetivos da comunicação, e voltar os miolos pra pensar nessa direção; desenvolver a idéia é entender a “sacada” como um start e não como o ponto final – é maturar bem, esgotar as interpretações possíveis para ela, é olhar a idéia por todos os ângulos e procurar um que, se possível, ainda não tenha sido enxergado antes; aproveitar a idéia é dar a ela asas, meios para que possa ser empregada no rádio, na TV, na internet, em anúncios, etc, com inteligência e, principalmente, sem se perder do conceito adotado.

Subverter a idéia.Pensar o que ninguém pensou.

Surpreender com o inesperado.

Transformar o comum em exclusivo, o clichê em novidade.

Se você é criativo de agência, se consegue isso com freqüência, com critério e objetividade, pode crer, já deve ter um cérebro tanquinho trabalhando a seu favor e do seu cliente.

Rogério Rothje, redator crônico.

O protesto de Tico Santa Cruz no Rock in Rio


Tico Santa Cruz do Detonautas protesta contra José Sarney no Rock In Rio.



domingo, 16 de outubro de 2011

Até onde vai a barbárie do ser humano



Vídeo com cenas fortes. Na China, uma pessoa, aparentemente uma criança, é atropelada por maldade e ainda ignorada por todos que passam pelo local. É assustador o tamanho da crueldade das pessoas que nem ao menos socorrem ou acionam alguma ambulância. São fatos como esses que me faz agradecer pelo país maravilhoso em que moro onde as pessoas ainda tem sentimentos e compaixão com o próximo.

Mais um ministro no paredão




Mais um ministro está no paredão do Big Dilma Brasil. Dessa vez o alvo foi Orlando Silva, ministro dos esportes, acusado por um policial militar e militante do PCdoB por ser o mentor e principal beneficiário de um esquema de corrupção que pode ter desviado mais de R$ 40 milhões de um programa que beneficiaria crianças carentes em todo o Brasil.  


A presidente diz estar incomodada com estas novas denúncias de corrupção no governo e vai pedir explicações ao ministro, cujo reduto eleitoral é o Amazonas. Se não conseguir se explicar e tiver que deixar o governo, ele será o quinto ministro a ser eliminado da administração Dilma, quatro deles por acusações de envolvimento em corrupção – Alfredo do Nascimento, dos Transportes; Antônio Palocci, da Casa Civil; e Wagner Rossi, da Agricultura. Nelson Jobim saiu, mas foi porque falou demais.


Com tanto dinheiro desviado dos cofres públicos, poderia ser facilmente construído um país novo, de pequeno porte, com completa infraestrutura. Pelo o que vemos, estamos longe de ser um país limpo de crápulas e ladrões covardes.


Talvez tenha passado da hora dos brasileiros assistirem menos novelas e saírem mais as ruas para brigar por um país menos corrupto. Também é importante não se esquecer de episódios como esse e outros que ainda virão, no dia das eleições .



sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Reflita a greve dos bancários

Muito bem senhores, hoje, depois de 18 dias de greve, representantes dos bancários e a Federação Nacional de Bancos (Fenaban) chegaram num acordo para finalizar a greve. Porém, a proposta ainda será encaminhada para aprovação na assembléia dos trabalhadores.

Se aprovada a proposta, os bancários receberão aumento de 9% no piso salarial a partir de 1º de setembro de 2011. Os caixas passarão a receber R$ 1.900,00 para jornadas de seis horas e escriturários  receberão R$ 1.400,00. Sem falar em todos os outros benefícios que também terão aumento: o auxílio refeição sobe para R$19,78 por dia; a cesta alimentação passa para R$ 339,08 por mês, além da 13ª cesta no mesmo valor. O auxílio creche mensal é de R$ 284,85 por filho de até 6 anos.

Depois de 18 dias parados, sem se preocupar com o compromisso que tem com a sociedade, atrasando o giro de valores no Brasil inteiro, acumulando juros a cada dia que passou, juros a mais que algum pai de família vai ter que se virar em horas extras para conseguir pagar, sim, todos sabemos que existem outras formas de pagamento, seja pela internet ou outras formas, mas um cara que ganha um salário por mês para sustentar toda a família não faz ideia disso.

Será que esses bancários também terão desconto em folha de todo os dias em que não trabalharam, assim como todos os carteiros? Esses que estão trabalhando na precariedade e lutaram até o último folego e quando sem mais opções, param os serviços clamando por um pouco mais de dignidade.


Breve homenagem à volta dos carteiros


Rua sem carteiro não é rua.
Mesmo que hoje o mr. Postman me traga mais contas a pagar do que cartas de amor, estava sentindo falta do homem de amarelo na paisagem.
Como esse cara anda. Merecia ganhar uns 5 contos por mês, no mínimo. A maioria ganha abaixo de mil, vê se pode. E o governo concedeu apenas uma miséria depois da greve.
Eis um profissional que merece todo nosso respeito: o sr.carteiro. Sim, tem burocrata dos Correios, alô Brasília, lavando a égua. O nobre carteiro ou o cara do balcão não podem pagar por isso.
A moçada que bota a cara no morro e no asfalto, porém, não ganha o que merece.
Um carteiro sofre. Com os humanos e com os cães a importuná-lo nos países baixos.
Que o diga o querido Henry Chinaski, alterego do velho Charles Bukowski. Aqui no céu como na América. 
Falo do livro “Cartas na Rua”, que acabou de chegar às bancas, naquela coleção de bolso, bem mais em conta, da editora L&PM. Recomendo.
Por maior consideração aos homens dos Correios, amigo, os homens que trabalham, que ralam, que vivem o baticum e o lambe-lambe dos selos.
E, por conseguinte, pela volta da carta de amor, minhas queridas.
Tenho sorte de ainda receber esse tipo de missiva. Os carteiros sabem quando conduzem tais mensagens poderosas.
Eles entregam com uma solenidade diferente das contas. Eles notam pela caligrafia. Até o frio número do CEP é escrito com passionalidade, caligrafia deitada do amor e da sorte.
Benvindo às ruas, mr. Postman, e que a nobre missão seja reconhecida um dia de verdade. Com ou sem cães vorazes pelo caminho. 
Xico Sá

Finalmente a Policia Federal ouviu nossas preces


O Ministério Público Federal acatou a representação do PRB (Partido Republicano Brasileiro) contra o presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Ricardo Teixeira e pediu  que a Polícia Federal investigue o dirigente por suposta lavagem de dinheiro no Brasil.


O procurador da República Marcelo Freire fez uma série de exigências à Polícia Federal para que o novo inquérito contra o presidente da CBF e do Comitê Organizador Local da Copa 2014 não seja enfraquecido na origem por detalhes técnicos.


As investigações devem começar ainda esta semana e os policiais terão 90 dias para concluir o relatório, segundo ofício do MPF enviado à Superintendência de Polícia Federal fluminense.



Explicando a nova lei sobre aviso prévio

Relator do projeto que deu origem à nova Lei do Aviso Prévio (12.506/11), o deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) minimizou as polêmicas sobre a aplicação da regra, que entrou em vigor nesta quinta-feira.

Pela nova lei, o trabalhador com até um ano de emprego, que for demitido sem justa causa, tem direito a 30 dias de aviso prévio ou indenização correspondente. Esse tempo será aumentado em três dias para cada ano adicional de serviço, até o limite de 90 dias. Para receber três meses de salário, o empregado precisa ter 20 anos de contrato. Anteriormente, os trabalhadores tinham direito a 30 dias de aviso prévio, independentemente do tempo de serviço.

Questionamentos sobre a norma levaram o Ministério do Trabalho e Emprego a estudar a edição de uma portaria ou instrução normativa para regulamentar o texto e eliminar as dúvidas. Mas, na avaliação de Faria de Sá, a lei é clara. “Algumas pessoas não souberam ler a lei”, disse.

Retroatividade
As centrais sindicais querem que a nova regra possa ser aplicada para casos anteriores à lei e orientam os trabalhadores a buscar o direito na Justiça, porém o deputado entende que a norma não tem como retroagir. “Não existe essa abertura para retroatividade”, afirmou.

Outro ponto de questionamento é se a lei também valerá para o empregador, que teria direito a um aviso prévio maior que os 30 dias atuais se o funcionário pedir demissão. Para Faria de Sá, está explícito que o benefício só existe para o empregado demitido sem justa causa, e não para o empregador.

“O texto da lei é claro, fala de aviso prévio aos empregados, fala de prestação de serviço. Quem presta serviço é o trabalhador, não a empresa. Não há duvida de que a norma só se aplica aos empregados”, argumentou.
Agência Câmara de Notícias

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Deputado defende o desarmamento dos policiais


O mais incrível é que o deputado é MAJOR da Polícia Militar.

Para iniciar, 60 dicas de português correto

1 - Não existe a expressão à medida em que. Ou se usa à medida que correspondente a à proporção que, ou se usa na medida em que equivalente a tendo em vista que.

2 -'O certo é a meu ver e não ao meu ver.

3 - Com a conjunção se, deve-se utilizar acaso, e nunca caso. O certo: "Se acaso vir meu amigo por aí, diga-lhe..." Mas podemos dizer: "Caso o veja por aí...".

4 - Acerca de quer dizer 'a respeito de'. Veja: Falei com ele acerca de um problema matemático. Mas há cerca de é uma expressão em que o verbo haver indica tempo transcorrido, equivalente a faz. Veja: Há cerca de um mês que não a vejo.

5 - Algures é um advérbio de lugar e quer dizer 'em algum lugar'. Já alhures significa 'em outro lugar'.

6 - Mantenha o timbre fechado do o no plural dessas palavras: 'almoços', 'bolsos', 'estojos', 'esposos', 'sogros', 'polvos' etc.

7 - O certo é alto-falante (fala alto), e não auto-falante (fala sozinho).

8 - Depois de ditongo, geralmente se emprega x. Veja: 'afrouxar', 'encaixe', 'feixe', 'baixa', 'faixa', 'frouxo', 'rouxinol', 'trouxa', 'peixe', etc.

9 - Ancião tem três plurais: 'anciãos', 'anciães', 'anciões'.

10 - Ainda se vê e se ouve muito aterrisar em lugar de aterrissar, com dois s. Escreva sempre com o s dobrado.

11 - Não existe preço barato ou preço caro. Só existe preço alto ou baixo. O produto, sim, é que pode ser caro ou barato. Veja: Esse televisor é muito caro. O preço desse televisor é alto.

12 - Ainda se vê muito, principalmente na entrada das cidades, a expressão bem vindo (sem hífen) e até benvindo. As duas estão erradas. Deve-se escrever bem-vindo, sempre com hífen.

13 - Veja bem: uma revista bimensal é publicada duas vezes ao mês, ou seja, de 15 em 15 dias. A revista bimestral só sai nas bancas de dois em dois meses. Percebeu a diferença?

14 - Hoje, tanto se diz 'boêmia' como 'boemia'. Nelson Gonçalves consagrou a segunda, com a tonicidade no mia.

15 - Preste atenção: o senador Luiz Estêvão foi cassado. Mas, o leão foi caçado e nunca foi achado. Portanto, 'cassar' (com dois s) quer dizer tornar nulo, sem efeito.

16 - Existem palavras que só devem ser empregadas no plural. Veja: os óculos, as núpcias, as olheiras, os parabéns, os pêsames, as primícias, os víveres, os afazeres, os anais, os arredores, os escombros, as fezes, as hemorróidas etc.

17 - Catequese se escreve com s, mas, catequizar é com z. Esse português...

18 - O exemplo acima foge de uma regrinha que diz o seguinte: os verbos derivados de palavras primitivas grafadas com s formam-se com o acréscimo do sufixo -ar: análise-analisar, pesquisa-pesquisar, aviso-avisar, paralisia-paralisar etc.

19 - Censo é de recenseamento; senso refere-se a juízo. Veja: O censo deste ano deve ser feito com senso crítico.

20 - Você não bebe a champanhe (região da França). Bebe o champanhe. É, portanto, palavra masculina.

21 - Cidadão só tem um plural: cidadãos.

22 - Cincoenta não existe. Escreva sempre cinquenta.

23 - Ainda tem gente que erra quando vai falar gratuito e dá tonicidade ao i, como de fosse gratuíto.O certo é gratuito, da mesma forma que pronunciamos intuito, circuito, fortuito etc.

24 - E ainda tem gente que teima em dizer rúbrica, em vez de rubrica, com a sílaba bri mais forte que as outras. Escreva e diga sempre rubrica.

25 - Outra vez atenção: os verbos terminados em -uar fazem a segunda e a terceira pessoa do singular do presente do indicativo e a terceira pessoa do imperativo afirmativo em -e e não em -i. Observe: Eu quero que ele continue assim. Efetue essas contas, por favor. Menino, continue onde estava.

26 - A propósito do item anterior, devemos lembrar que os verbos terminados em -uir devem ser escritos naqueles tempos com -i, e não -e. Veja: Ele possui muitos bens. Ela me inclui entre seus amigos de confiança. Isso influi bastante nas minhas decisões. Aquilo não contribui em nada com o progresso.

27 - Coser significa costurar. Cozer significa cozinhar.

28 - O correto é dizer deputado por São Paulo, senador por Pernambuco, e não deputado de São Paulo e senador de Pernambuco.

29 - Descriminar é absolver de crime, inocentar. Discriminar é distinguir, separar. Então dizemos: Alguns políticos querem descriminar o aborto. Não devemos discriminar os pobres.

30 - A pronúncia certa é disenteria (dis = dificuldade em: dispepsia, dislalia), e não desinteria.

31 - A palavra dó (pena) é masculina. Portanto, Sentimos muito dó daquela moça.

32 - Nas expressões é muito, é pouco, é suficiente, o verbo ser fica sempre no singular, sobretudo quando denota quantidade, distância, peso. Ex: Dez quilos é muito. Dez reais é pouco. Dois gramas é suficiente.

33 - Há duas formas de dizer: é proibido entrada, e é proibida a entrada. Observe a presença do artigo a na segunda locução.

34 - Já se disse muitas vezes, mas vale repetir: televisão em cores, e não a cores.

35 - Cuidado: emergir é vir à tona, vir à superfície. Por exemplo: O monstro emergiu do lago. Mas imergir é o contrário: é mergulhar, afundar. Veja o exemplo: O navio imergiu em alto-mar.

36 - A confusão é grande, mas se admitem as 4 grafias: enfarte, enfarto, infarte e infarto.

37 - Outra dúvida: nunca devemos dizer estadia em lugar de estada. Portanto, a minha estada em São Paulo durou dois dias. Mas a estadia do navio em Santos só demorou um dia. Portanto, estada para permanência de pessoas, e estadia para navios ou veículos

38 - Todas as expressões adverbiais formadas por palavras repetidas dispensam a crase: 'frente a frente', 'cara a cara', 'gota a gota', 'face a face' etc.

39 - Outra vez tome cuidado. Quando for ao supermercado, peça duzentos ou trezentos gramas de presunto, 'e não duzentas ou trezentas. Quando significa unidade de massa, grama é substantivo masculino. Se for a relva, aí sim, é feminino: não pise na grama; a grama está bem crescida.

40 - Atenção: Ele interveio na discórdia, e não interviu. Afinal, o verbo é intervir, derivado de vir.

41 - Antes de particípios não devemos usar melhor nem pior. Portanto, devemos dizer: os alunos mais bem preparados são os do 2o grau. E nunca: os alunos melhor preparados...

42 - Toda vez que disser: É meio-dia e meio você estará errando. O certo é: meio-dia e meia, ou seja, meio-dia e meia hora.

43 - Não tenho nada a ver com isso, e 'não haver' com isso.

44 - Nem um nem outro leva o verbo para o singular: Nem um nem outro conseguiu cumprir o que prometeu.

45 - Fique atento: nunca diga, nem escreva 1 de abril, 1 de maio. Mas sempre: primeiro de abril, primeiro de maio. Prevalece o ordinal.

46 - É pedante ou parece ser errado dizer: quando eu vir Maria, darei o recado a ela. Mas esse é o emprego correto do verbo ver no futuro do subjuntivo. Se eu o vir, quando eu o vir. Mas quando é o verbo vir que está na jogada, a coisa muda: quando eu vier, se eu vier.

47 - Só use quantia para somas em dinheiro. Para o resto, pode usar quantidade. Veja: Recebi a quantia de 20 mil reais. Era grande a quantidade de animais no meio da pista.

48 - Não esqueça: retificar é corrigir, e ratificar é comprovar, reafirmar: Eu ratifico o que disse e retifico meus erros.

49 - Quando disser ruim, diga como se a sílaba mais forte fosse - im. Não tem cabimento outra pronúncia.

50 - Fique atento: só empregamos São antes de nomes que começam por consoante: 'São Mateus', 'São João', 'São Tomé' etc. Se o nome começa por vogal ou h, empregamos Santo: 'Santo Antônio', 'Santo Henrique' etc.

51 - E lembre-se: 'seção, com ç', quer dizer 'parte de um todo, departamento': a seção eleitoral, a seção de esportes. Já 'sessão, com dois ss', significa intervalo de tempo que dura uma reunião, uma assembléia, um acontecimento qualquer: 'A sessão do cinema demorou muito tempo'.

52 - Não confunda: senão, (juntinho), quer dizer"caso contrário" e se não, (separado), equivale a "se por acaso não". Veja: Chegue cedo, senão eu vou embora. Se não chegar cedo, eu vou embora. Percebeu a diferença?

53 - E nunca diga: 'Eu torço para o Palmeiras'. Quem torce de verdade, 'torce pelo Palmeiras'.

54 - Todo mundo tem dúvida, mas preste atenção: 50% dos estudantes passaram nos testes finais. Somente 1% terá condições de pagar a mensalidade. Acreditamos que 20% do eleitorado se abstenha de votar nas próximas eleições. Mais exemplos: 10% estão aptos a votar, mas 1% deles preferem fugir das urnas. Quer dizer, concorde com o mais próximo e saiba que essa regra é bastante flexível.

55 - Esse português da gente tem cada uma: tem viagem com G e viajem com J . Tire a dúvida: viagem é o substantivo: A viagem foi boa. Viajem é o verbo: Caso vocês viajem, levem tudo.

56 - Geralmente, se usa o x depois da sílaba inicial en: enxaguar, enxame, enxergar, enxaqueca, enxofre, enxada, enxoval, enxugar, etc. Mas cuidado com as exceções: encher e seus derivados (enchimento, enchente, enchido, preencher etc.) e quando -en se junta a um radical iniciado por ch: encharcar (de charco), enchumaçar (de chumaço), enchiqueirar (de chiqueiro) etc.

57 - Não adianta teimar: chuchu se escreve mesmo é com 'ch'. E berinjela, com 'j'.

58 - 'Ciclo vicioso' não existe. O correto é círculo vicioso.

59 - Adentro é uma palavra só: meteu-se porta adentro. A lua sumiu noite adentro.

60 - Não existe 'adiar para depois'. Isso é redundante, porque adiar só pode ser para depois.