Estou num daqueles dias em que nunca tive futuro. Há só um presente
imóvel com um muro de angústia em torno. A margem de lá do rio nunca,
enquanto é a de lá, é a de cá, e é esta a razão intima de todo o meu
sofrimento. Há barcos para muitos portos, mas nenhum para a vida não
doer, nem há desembarque onde se esqueça. Tudo isto aconteceu há muito
tempo, mas a minha mágoa é mais antiga.
Em dias da alma como hoje eu sinto bem, em toda a consciência do meu
corpo (…). No jardim que entrevejo pelas janelas caladas do meu
sequestro, atiraram com todos os balouços para cima dos ramos de onde
pendem; estão enrolados muito alto, e assim nem a ideia de mim fugido
pode, na minha imaginação, ter balouços para esquecer a hora.
Pouco mais ou menos isto, mas sem estilo, é o meu estado de alma neste
momento. Como à veladora do «Marinheiro» ardem-me os olhos, de ter
pensado em chorar. Dói-me a vida aos poucos, a goles, por interstícios.
Tudo isto está impresso em tipo muito pequeno num livro com a brochura a
descoser-se.
Fernando Pessoa
Um túnel no fim da luz
Assuntos aleatórios, opiniões, cultura ou a falta dela, curiosidades, inquietação aflorada.
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segunda-feira, 27 de julho de 2015
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
Acredita no Teu Próprio PensamentoAcredita no teu próprio pensamento; crer que o que é certo para ti, no teu coração, o é também para todos os homens - isso é o génio. Expressa a tua convicção latente e ela será o juízo universal; pois sempre o mais íntimo se converte no mais externo, e o nosso primeiro pensamento é-nos devolvido pelas trombetas do Juízo Final. A voz da mente é familiar a cada um; o maior mérito que atribuímos a Moisés, Platão e Milton é o de terem reduzido a nada livros e tradições, e dito o que pensavam eles próprios, não o que pensavam os homens. Um homem deveria aprender a distinguir e contemplar esse raio de luz que brilha através da sua mente, vindo do interior, melhor do que o brilho do firmamento de bardos e sábios. E, no entanto, expulsa o seu pensamento, sem lhe dar importância, apenas porque é o seu.
Em toda a obra de génio, reconhecemos os nossos próprios pensamentos rejeitados; são-nos devolvidos com uma certa majestade alienada. As grandes obras de arte não nos oferecem lição mais impressionante do que essa. Elas ensinam-nos a aceitar, com bem humorada inflexibilidade, as nossas impressões espontâneas, especialmente quando todo o clamor das vozes esteja do lado oposto. Senão, um estranho dirá amanhã, com magistral bom senso, precisamente aquilo que pensamos e sentimos todo o tempo, e seremos forçados a receber de outrem, envergonhados, a nossa própria opinião.
Ralph Waldo Emerson, in 'A Confiança em Si Mesmo'
Ralph Waldo Emerson, in 'A Confiança em Si Mesmo'
sexta-feira, 4 de outubro de 2013
"O tédio tem sido perigoso pra mim. Ao menos para o meu humor. Mais do que o normal.
Voltando pra casa eu o senti.
Ao sentir tédio eu sinto um mal estar que é normal.
Estaria voltando pra casa da mesma maneira que venho voltando durante todo esse mês. A rotina é aborrecedora.
Não saberia dizer o que fiz de diferente esses últimos dias. São datas diferentes anunciadas no calendário, no entanto, iguais em tudo para mim. Nem parece que passei de um dia para outro, os números anunciados nas datas do calendário possuem mais identidade e vida própria que os meus dias em si. Ao menos são diferentes numericamente.
Ao fim do dia sempre tenho essa pequena sensação de tédio acompanhada de um pensamento desses.
O tédio hoje, por algum motivo, foi maior. E a reflexão proporcionalmente maior também.
Por algum motivo eu pensei no que eu fazia há 10 anos atrás (não sei por que eu escolhi exatamente 10 anos).
Me remeti a 2003.
A sensação de aborrecimento se transformou em um desespero calado ao lembrar que há 10 anos eu me encontrava no mesmo lugar.
Não é que meus últimos dias foram iguais. A minha vida inteira foi assim.
Tudo que eu sonhava conquistar eu ainda sonho.
Tudo o que eu refletia ainda reflito.
Tudo o que eu fazia ainda faço.
Agora o sentimento transmutou-se em revolta.
"Não é possível! Mas tudo bem! Vou começar do zero! Aonde eu quero chegar? Vamos planejar o caminho até lá.
A partir de agora vou me enfiar nos livros, vou treinar, vou fazer isso, vou fazer aquilo.
Comer mais proteína. Vou correr todos os domingos.
Vou fazer aquele curso. Aquele outro. Aquele outro também.
Tenho que aprender a jogar Poker também.
Vou visitar o Chile.
Quero um filho também!
Vou comprar um caderno e anotar tudo o que tenho que fazer.
Tenho um roteiro completo agora. Daqui a alguns anos ... "
É...
Falei isso... há uns 10 anos.
Fiz planos e coloquei-os em prática.
Há 10 anos.
Me amedronta a vida cíclica, circular. Saio do ponto "A" e chego no ponto "A".
Nem experiência parece que estou acumulando.
Parece que não sai do dia 03/10/2003.
Me amedronta a possibilidade de que, daqui 10 anos, estarei aqui novamente, refletindo sobre a mesma coisa.
O tédio me amedronta.
Estou quase seguindo o conselho imortalizado no epitáfio de Charles Bukowski ... "Nem tente" ...
Só não quero chegar a essa conclusão no fim da vida ... sabe-se lá por que não quero perder mais tempo ...
Que Deus me ajude a ter coragem de assumi-la de vez ou que me abençoe com alguma orientação melhor ...
Por que essa é a que mais fez sentido pra mim... Infelizmente."
Gabriel Vince
Voltando pra casa eu o senti.
Ao sentir tédio eu sinto um mal estar que é normal.
Estaria voltando pra casa da mesma maneira que venho voltando durante todo esse mês. A rotina é aborrecedora.
Não saberia dizer o que fiz de diferente esses últimos dias. São datas diferentes anunciadas no calendário, no entanto, iguais em tudo para mim. Nem parece que passei de um dia para outro, os números anunciados nas datas do calendário possuem mais identidade e vida própria que os meus dias em si. Ao menos são diferentes numericamente.
Ao fim do dia sempre tenho essa pequena sensação de tédio acompanhada de um pensamento desses.
O tédio hoje, por algum motivo, foi maior. E a reflexão proporcionalmente maior também.
Por algum motivo eu pensei no que eu fazia há 10 anos atrás (não sei por que eu escolhi exatamente 10 anos).
Me remeti a 2003.
A sensação de aborrecimento se transformou em um desespero calado ao lembrar que há 10 anos eu me encontrava no mesmo lugar.
Não é que meus últimos dias foram iguais. A minha vida inteira foi assim.
Tudo que eu sonhava conquistar eu ainda sonho.
Tudo o que eu refletia ainda reflito.
Tudo o que eu fazia ainda faço.
Agora o sentimento transmutou-se em revolta.
"Não é possível! Mas tudo bem! Vou começar do zero! Aonde eu quero chegar? Vamos planejar o caminho até lá.
A partir de agora vou me enfiar nos livros, vou treinar, vou fazer isso, vou fazer aquilo.
Comer mais proteína. Vou correr todos os domingos.
Vou fazer aquele curso. Aquele outro. Aquele outro também.
Tenho que aprender a jogar Poker também.
Vou visitar o Chile.
Quero um filho também!
Vou comprar um caderno e anotar tudo o que tenho que fazer.
Tenho um roteiro completo agora. Daqui a alguns anos ... "
É...
Falei isso... há uns 10 anos.
Fiz planos e coloquei-os em prática.
Há 10 anos.
Me amedronta a vida cíclica, circular. Saio do ponto "A" e chego no ponto "A".
Nem experiência parece que estou acumulando.
Parece que não sai do dia 03/10/2003.
Me amedronta a possibilidade de que, daqui 10 anos, estarei aqui novamente, refletindo sobre a mesma coisa.
O tédio me amedronta.
Estou quase seguindo o conselho imortalizado no epitáfio de Charles Bukowski ... "Nem tente" ...
Só não quero chegar a essa conclusão no fim da vida ... sabe-se lá por que não quero perder mais tempo ...
Que Deus me ajude a ter coragem de assumi-la de vez ou que me abençoe com alguma orientação melhor ...
Por que essa é a que mais fez sentido pra mim... Infelizmente."
Gabriel Vince
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
As seis leis legionárias
I - A LEI DA DISCIPLINA: Sê legionário disciplinado, que só deste modo sairás vitorioso. Segue ao teu chefe na boa como na má fortuna.
II - A LEI DO TRABALHO: Trabalha. Trabalha cada dia. Trabalha com amor. Que a recompensa do trabalho não seja a ganância e sim a satisfação de ter posto um tijolo para glória da Legião e do florescimento da pátria.
III - A LEI DO SILÊNCIO: Fala pouco. Fala quando seja necessário. Quanto seja necessário. Tua oratória é a oratória da acção. Tua obra, deixa que sejam os outros que a comentem.
IV - A LEI DA EDUCAÇÃO: Deves converter-te em outro. Em herói. Faz toda a tua escola no cuib. Conhece bem a Legião.
V - A LEI DA AJUDA RECÍPROCA: Ajuda o irmão a quem tenha ocorrido uma desgraça. Não o abandones.
VI - A LEI DA HONRA: Caminha somente pela via da honra. Luta e nunca sejas vil. Deixa aos outros as vias da infâmia. Antes que vencer por meio de uma infâmia, melhor cair lutando sobre o caminho da honra.
III - A LEI DO SILÊNCIO: Fala pouco. Fala quando seja necessário. Quanto seja necessário. Tua oratória é a oratória da acção. Tua obra, deixa que sejam os outros que a comentem.
IV - A LEI DA EDUCAÇÃO: Deves converter-te em outro. Em herói. Faz toda a tua escola no cuib. Conhece bem a Legião.
V - A LEI DA AJUDA RECÍPROCA: Ajuda o irmão a quem tenha ocorrido uma desgraça. Não o abandones.
VI - A LEI DA HONRA: Caminha somente pela via da honra. Luta e nunca sejas vil. Deixa aos outros as vias da infâmia. Antes que vencer por meio de uma infâmia, melhor cair lutando sobre o caminho da honra.
domingo, 8 de setembro de 2013
23 sinais inconfundíveis de uma pessoa introvertida
A dualidade introversão/extroversão sempre foi uma das mais recorrentes nas explorações da psique humana, talvez porque se consideram polos opostos e irreconciliáveis, dois extremos mutuamente incompreensíveis que, no entanto, não existem de maneira pura no mundo: todos temos algo de cada um, apesar do bando para o qual nos inclinemos.
Logo depois do introvertido salto compartilhamos 23 sinais que distinguem inconfundivelmente uma pessoa introvertida, ao menos segundo a consideração de Sophia Dembling e Laurie Helgoe, autoras de vários livros sobre o assunto.
Porque, curiosamente, essa pretensa extravagância dos introvertidos cobre os de um halo fazendo com que se pareçam incompreendidos sociais.
Logo depois do introvertido salto compartilhamos 23 sinais que distinguem inconfundivelmente uma pessoa introvertida, ao menos segundo a consideração de Sophia Dembling e Laurie Helgoe, autoras de vários livros sobre o assunto.
Porque, curiosamente, essa pretensa extravagância dos introvertidos cobre os de um halo fazendo com que se pareçam incompreendidos sociais.
- As conversas banais parecem incômodas.
Introvertidos não gostam de conversa fiada por ser uma fonte de ansiedade e de aborrecimento. Isso, lógico, não se deve ao fato de que eles detestem as pessoas, senão porque odeiam as barreiras que este tipo de conversa cria entre pessoas. - Vão a festas, mas não para conhecer pessoas.
Para os introvertidos, uma festa é mais uma ocasião de encontrar-se com os amigos, conhecidos e sentir-se a vontade com eles, do que uma oportunidade para conhecer novas pessoas. - Usualmente sentem-se sozinhos em uma multidão.
Apesar do contraditório que possa parecer, é usual que uma pessoa introvertida se sinta sozinha no meio de muitas pessoas. - A autopromoção faz com que se sintam falsos.
Essas conversas que têm por objetivo apenas se autopromover como pessoa ou profissional adoecem de autenticidade, pelo qual preferem não tê-las. - Intensos é um qualificativo usual.
- "Os introvertidos gostam de saltar no profundo", diz Sophia Dembling em alusão às práticas sobre o sentido da vida, a natureza do amor, a pertinência do governo estabelecido ou qualquer outro assunto sobre o qual os introvertidos encontram especial interesse em falar, com paixão, a respeito. - Distraem-se facilmente (ou pelo menos parece).
A distração dos introvertidos é consequência da capacidade para aborrecer se facilmente em ambientes onde há estímulos em excesso, como música barulhenta, muita gente falando ao mesmo tempo ou várias fontes de informação que não podem ser filtradas. - O lazer não é improdutivo.
Uma tarde a sós, decorrida com nada mais que uma bebida e, digamos, uma série de televisão, não é considerada entre os introvertidos uma perda de tempo, pelo contrário, é vista como uma necessidade para juntar energia para voltar ao mundo. - Falar ante 500 pessoas é mais fácil do que fazer com uma só.
Não é raro que pessoas públicas ou que detenham algum tipo de liderança sejam também introvertidas. Curiosamente, para elas é menos angustiante falar ante grandes audiências do que estabelecer uma conversa com apenas uma. - Quando usam o transporte público, usam os últimos assentos.
Gostam de sentar nos lugares onde seja mais fácil descer quando chegar ao destino. - Começam a se fechar após ficar ativos por muito tempo.
Para os introvertidos a energia vital é coisa séria e ao que parece incorrem em comportamentos que revelam um alto grau de preocupação para conservá-la. Assim, após passar um bom tempo ativos, se fecham e ativam uma dinâmica para reabastecer suas energias em um ambiente tranquilo. - Estabelecem relações amorosas com pessoas extrovertidas.
O casal introvertido-extrovertido pode funcionar porque os extrovertidos obrigam os primeiros a divertir-se e não se levar tão a sério e isso acaba dando certo, um completa o outro em suas faltas e excessos. - Preferem ser especialistas em algo do que em muitas coisas ao mesmo tempo
De acordo com uma pesquisa realizada recentemente, os padrões mentais preferidos pelos introvertidos faz com que se enfoquem em apenas uma coisa, à qual se dedicam, deixando voluntariamente outras nas quais também poderiam intervir. - Conscientemente evitam espetáculos que requeiram participação pública.
Nada mais terrível. - Ignoram chamadas telefônicas, inclusive de amigos.
O celular toca, olha para ver quem é e, ao final, escolhe ignorar a chamada, ao menos até que esteja verdadeiramente com vontade de falar. - Vê detalhes que outras pessoas não.
Se os introvertidos sentem-se superados pelos muitos estímulos deve-se em parte porque têm especial habilidade para se deter nos detalhes e notar coisas que os outros não percebem. - O monólogo interior não cessa.
Os introvertidos pensam mais do que falam, e talvez por isso precisam pensar bem antes de poder dizer algo. - Padecem de hipotensão.
Uma pesquisa da Universidade Médica de Shiga, no Japão, encontrou uma relação entre a introversão e uma tendência a padecer de pressão sanguínea baixa. - Qualificados como velhos, ainda em sua juventude.
A inclinação ao pensamento analítico e reflexivo pode criar certa impressão de sabedoria em torno de um introvertido, o que por sua vez pode fazer com que se pareça com mais idade da que em verdade tem. - O prazer da recompensa não está no entorno.
Um experimento realizado por neurobiólogos da Universidade de Cornell descobriu que o centro de recompensa do cérebro responde de maneiras diferentes em pessoas introvertidas e extrovertidas, ao menos no caso do lugar onde esta possa estar. Para os extrovertidos a recompensa está sobretudo no exterior, no entorno, prazer não compartilhado pelos introvertidos. - Olham o quadro completo.
O gosto pelo pensamento abstrato desenvolve certa facilidade entre os introvertidos para descobrir logo o "panorama completo" de uma situação. - Vivem pedindo para que saia da concha.
A tendência ao silêncio e ao isolamento provoca petições frequentes para que os introvertidos saiam e participem mais do mundo em que vivem, inclusive gerando preocupações familiares. - Escrevem muito.
Uns dos hábitos mais comuns entre introvertidos é a escrita, esse meio que permite se comunicar sem estabelecer um contato imediato e pessoal, além de que, por sua natureza, requer da solidão, o silêncio, a introspecção e outras condições afins. - Alternam temporadas de trabalho e solidão com outras de atividade social.
A busca do balanço entre o exterior e o interior em ocasiões se expressa em alternar períodos de intenso trabalho solitário com outros de intensa vida social.
terça-feira, 3 de setembro de 2013
A bovinização humana
De tanto ver as mesmas coisas, ficar horas submetida aos mesmos rituais, aos mesmos comentários, às mesmas piadas, ao politicamente correto, finalmente aconteceu o que alguns temiam: a bovinização generalizada da humanidade.
Todos passaram a sentir absolutamente as mesmas sensações. Excitação, dor de cabeça, ansiedade, preguiça, pena, tristeza, ódio. O que um sentia, todos sentiam.
A bovinização humana gerou muitos transtornos. Após a primeira corrida desvairada para o consumo compulsivo de iogurte regulador do intestino, a humanidade entendeu, da pior forma possível, uma estatística até então banal: não existem 7 bilhões de banheiros no mundo.
E a contaminação pelo padrão bovino de pensar e agir foi rápida. Epidêmica.
Aconteceu no campo alimentar. Na moda. Na literatura. A tunagem de carros foi um dos pontos mais altos (ou baixos) do processo.
No início, antes ainda do contágio total da humanidade, o debate acerca do fenômeno do bovinismo era acirrado: os evolucionistas diziam que essa era uma sequência natural do que já acontecia com algumas mulheres. Que, quando conviviam por longos períodos juntas, sincronizavam seus relógios biológicos e seus períodos menstruais acabavam coincidindo depois de algum tempo.
O teaser da mãe-natureza teria vindo na forma de regra. E o gran finale, na forma de sentimentos.
Entre mulheres, homens e sem qualquer distinção de gênero, de raça, de idade.
Entre mulheres, homens e sem qualquer distinção de gênero, de raça, de idade.
Por outro lado, os criacionistas acreditavam que o pasto intelectual e cultural que se formava através do bovinismo era resultado de uma espécie de punição divina. Ele, que nos alertava há tempos, ainda que por linhas tortas, sobre exageros, massividade e estupidez.
Como Seus avisos foram solenemente ignorados, Deus teria recorrido ao seu conhecido sarcasmo e apenas deixado com que a bovinização avançasse livre, lépida e solta sobre as pessoas. Até que não houvesse mais volta.
Como Seus avisos foram solenemente ignorados, Deus teria recorrido ao seu conhecido sarcasmo e apenas deixado com que a bovinização avançasse livre, lépida e solta sobre as pessoas. Até que não houvesse mais volta.
Era o fim da originalidade. Da individualidade e de qualquer discussão sobre qualquer coisa.
A humanidade desprovida da vontade de fazer diferente. De tentar. Experimentar. De fazer melhor.
O Homo sapiens no seu momento menos sapiens.
A humanidade desprovida da vontade de fazer diferente. De tentar. Experimentar. De fazer melhor.
O Homo sapiens no seu momento menos sapiens.
Já não importava mais de onde a bovinização tinha vindo. Mas era preciso fazer algo para impedir que ela seguisse marchando, resoluta, como uma boiada no pasto.
Éramos todos iguais. Sentíamos tudo igual. Fazíamos tudo igual
terça-feira, 27 de agosto de 2013
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